A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/12/2020

A escravidão teve fim por meio da promulgação da Lei Áurea, em 1888. No entanto, os negros continuaram sendo alvos do racismo e preconceito, inclusive nos dias atuais. A sociedade é racista e preconceituosa e mesmo os mais desconstruídos ainda possuem o racismo enraizado inconscientemente. Nesse contexto, é possível dizer que o país é racista devido ao fato da desigualdade salarial ser influenciada pela cor da pele, aliada ao número de assassinatos da população negra que está sempre em alta.

Em primeira análise, é comum o povo preto receber menos dinheiro do que o povo branco, mesmo exercendo a mesma função e às vezes sendo até melhor. Isso é evidenciado pela Folha de São Paulo, portal informacional que relata que racismo gera diferença salarial de 31% entre negros e brancos com ensino superior, e isolando todos os motivos pelo qual uma pessoa não teria um bom cargo, a cor da pele é a única que resta. Dessarte, é visível que o racismo estrutural permanece constante na sociedade e prejudica uma raça que vem lutando diariamente para combater tais desigualdades.

Em segunda análise, a população negra é a que mais morre pelas mãos de pessoas racistas, principalmente as que se escondem por trás de uma farda e disfarçam seu racismo usando a desculpa de que confundiu o negro com um ladrão ou uma pessoa suspeita. Sob esse âmbito, existem diversos exemplos de negros que foram mortos simplesmente porque foram considerados suspeitos, e são de diversas faixas etárias, mas a cor da pele é sempre a preta. O portal informativo G1.globo relatou sobre o caso de João Pedro, adolescente de 14 anos que foi baleado em sua própria casa enquanto brincava com seus primos, o tiro foi disparado por policiais que faziam operações na região onde ele residia. Sendo assim, são diversas as demonstrações de que o Brasil é um país é racista, mas esse é um problema que foi construído, logo, é passível de desconstrução.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para consolidar a igualdade racial na sociedade de uma vez por todas. Urge, então, que a Secretaria de Educação, em parceria com instituições do Movimento Negro e a mídia, crie programas de desconstrução do racismo presente na sociedade. Tais programas serão feitos por meio de palestras, aulas e cursos sobre a história dos negros e tudo sobre a luta da população negra. Isso será realizado em todas as escolas públicas e privadas de todo o país, a fim de familiarizar a sociedade com o povo preto da forma correta e descontruir a ideia racista e egocêntrica da população branca e até mesmo dos próprios negros que são racistas com a própria raça. Somente assim, as barreiras do preconceito serão quebradas e as desigualdades raciais irão se findar.