A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 30/12/2020

No livro ‘‘O ódio que você semeia’’, a escritora Angie Thomas narra a história de Starr, uma menina de apenas 16 anos que presencia a morte de seu melhor amigo, um jovem negro, por um policial branco. Fora da literatura, nota-se que o racismo ainda é presente no Brasil, seja por meio de insultos ou até assassinatos, o que é um problema motivado pelas desigualdades sociais e pela negligência governamental.

Em primeira análise, cabe pontuar que desde a consolidação do Império no Brasil, os negros foram trazidos de forma forçada para trabalharem como escravos e sem nenhum tipo de legislação social para assegurar seus direitos. Dessa forma, apesar da escravidão ter sido abolida em 1888, não houve leis que pudessem reinserir os negros na sociedade brasileira, assim o racismo perpetua-se no país, gerando pobreza e consequentemente desigualdades econômicas e sociais entre brancos e negros.

Segundo o Atlas da Violência de 2017, os negros são os indivíduos com mais chance de serem assassinados , uma vez que o discurso racista formulou esteriótipos de que os negros estariam envolvidos com criminalidade, por exemplo. Além disso, percebe-se a ineficácia do governo, que ao invés de investir em campanhas publicitárias contra a discriminação racial, estimula o desrespeito ao contratrar policiais que violentam uma pessoa apenas pelo tom de pele.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação realize palestras nas escolas e universidades para incentivar o respeito entre negros e brancos. Ademais, é dever do Estado, em parceria com as grandes mídias elaborar campanhas para estimular as vítimas do racismo a denunciarem os agressores. A fim de que casos como o narrrado em ‘‘O ódio que você semeia’’ fiquem restritos a literatura.