A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 02/01/2021
No livro ‘‘O ódio que você semeia ‘’, a escritora Angie Thomas narra a história de Starr, uma adolescente de 16 anos, que presencia o assassinato de seu melhor amigo, um jovem negro, por um policial branco. Fora da literatura, percebe-se que o racismo ainda é presente no Brasil, seja por meio de insultos ou até assassinatos, o que é um problema, motivado pelas discrepâncias sociais e pela negligência governamental.
Em primeira análise, cabe pontuar que desde a consolidação do Império no Brasil, os negros foram trazidos de maneira forçada, a fim de trabalharem como escravos e sem nenhum tipo de legislação que pudesse assegurar seus direitos. Dessa forma, apesar de em 1888 ter sido abolida a escravidão, não houve leis que pudessem reinserir o negro na sociedade brasileira, assim o racismo perpetua-se no país, gerando pobreza e consequentemente desigualdades econômicas e sociais entre brancos e negros.
Segundo a ONU( Organização das Nações Unidas), a população negra é a mais afetada pela desigualdade e pela violência. Dessa forma, percebe-se a ineficácia do governo, que poderia incentivar os jovens negros a frequentarem cursos técnicos a fim de conseguirem oportunidades de emprego. Outrossim, o Atlas da Violência de 2017, configura que negros e pardos têm mais chance de serem assassinados, uma vez que os próprios policiais, que deveriam garantir a segurança de toda a população , formulam esteriótipos de que negros estariam envolvidos com criminalidade.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação invista no ensino fundamental e médio das instituições públicas, nas quais a maioria dos alunos são negros, para que haja a inserção do mercado de trabalho e a redução das desigualdades. Ademais, é dever do Estado, em parceria com as grandes mídias elaborar campanhas para estimular as vítimas de racismo a denunciarem os agressores.