A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 06/01/2021
A Constituição de 1988 prevê qualquer tipo de discriminação como um crime. No Brasil, entretanto, a sensação de superioridade aliada à falta de mobilização do Estado tem permitido que a prática de racismo se torne uma característica vigente na sociedade. Nesse sentido, dentre as possíveis causas para esse infortúnio problema, destacam-se a má instrução parental e a ausência de denúncias.
Inicialmente, cabe apontar a educação dos pais como intensificadora do entrave. Isso porque, o que a criança aprende ou vê em casa, como palavras preconceituosas referentes à pessoas negras, quando adulta ela refletirá no meio social. Tal fato afirma as palavras de Milton Santos, o qual profere que a má índole leva à marginalidade e ao desrespeito com o próximo.
Ademais, o silenciamento frente à ação de preconceito racial entá intimamente ligado ao empecilho. De acordo com o filósofo Emmanuel Kante, os indivíduos devem agir segundo as máximas que gostariam de ver transformadas em leis. Com isso, no que tange ao quadro de repudiação aos negros, nota-se uma lacuna no dever moral quanto ao ato de acusar, o que não só aguça a permanencia do racismo, como também impede seu efetivo combate.
Portanto, é necessário atenuar o entrave. Para isso, o Governo, responsável por resolver os obstáculos do país, por meio de verbas e profissionais qualificados, deve criar campanhas que incentivem a educação na primeira infância. Essa ação poderá concientizar os pais a ensinar seus filhos a respeitarem todas as pessoas, independentemente de cor ou etinia que essas apresentem, na finalidade de abrandar a questão do racismo no país. Espera-se, assim, haver uma melhora no problema.