A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 05/03/2021
Mesmo após pouco mais de 130 anos do fim da escravidão, é indiscutível que o racismo persiste na sociedade brasileira. Dificuldades culturais, sociais e econômicas ainda assolam grande maioria das famílias negras, já que as medidas de inclusão dos novos cidadãos são recentes. Tal acontecimento é evidenciado na obra de Lima Barreto, Clara dos Anjos, ainda que seja uma obra escrita logo depois da assinatura da Lei Áurea, as personagens passam por ocorrências que estão presentes na atualidade. Como a ignorância com a identidade e autorreconhecimento e a violência.
Convém ressaltar, que somente em 2003, com a Lei 10.639, o ensino sobre a África e sua cultura tornou-se obrigatório. Contudo, mesmo com a lei, o assunto não foi, nem é, devidamente abordado. É notório que a carência deste ensino trouxe para o Brasil a falta de autorreconhecimento de um povo.
Além disso, segundo o Fórum de Segurança Pública, os homicídios de pessoas negras correspondem a 71% do total. Fato que evidencia fortemente, de modo desumano, o racismo enraizado no brasileiros. Retornando à obra Clara dos Anjos, pode-se associar à morte de Marramaque, padrinho de Clara, negro e pobre, Visto que não procuraram pelos assassinos, embora soubessem quem o matou. Saíram impunes, sem justiça. O que acontece regularmente no Brasil.
Fica perceptivo, portanto, a necessidade de implantação de leis mais severas, fiscalizações do ensino nas escolas e a influência midiática para mostrar a realidade, como ocorreu nas manifestações “Black Lives Matter”. Primeiramente, pode-se começar com um ensino aprofundado sobre a variedade cultural, com aulas de sociologia e história, desde o fundamental, principalmente nas escolas públicas. Para que assim, ao conhecer as origens, todos possam entender sobre diferenças culturais. Por consequência, a violência poderá diminuir, pois, com a visão de igualdade e diversidade implantada desde a infância, não haverá tantos atritos.