A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 21/02/2021

Durante o período colonial, milhares de indivíduos africanos foram capturados e trazidos da sua terra natal ao Brasil,em navios com condições inóspitas e insalubres, para serem vendidos aos senhores como escravos.Nesse sentido, os africanos eram vistos apenas como mercadorias essenciais ao desenvolvimento econômico,visto que eram obrigados à açoites a exercerem longas horas ininterruptas de serviço e privados de meios imprescindíveis à sua sobrevivência. Hodiernamente, mesmo com a abolição da escravatura, por meio da Lei Áurea em 1888, perdura na sociedade o racismo estrutural no qual a população negra é desprivilegiada de direitos e garantias sociais devido à cor da sua pele.           Outrossim, a Carta Magna do Brasil, promulgada em 1988, preconiza que todos são iguais perante a lei e que não há distinção de raça, cor,sexo. No entanto, cidadãos negros são vítimas constantes de violência,seja física, seja psicológica, visto que prevalece na sociedade o sentimento existente na época da escravidão, na qual africanos eram escravizados, marginalizados e não detentores de direitos. Dessa forma,o indivíduo é estigmatizado pela sociedade devido à cor da pele e padece frequentemente a discriminação social, política e econômica.

Ademais, de acordo filósofo contratualista Rousseau, o Estado deve garantir a igualdade de direitos ao cidadãos. Nesse viés, é primordial a adoção de políticas públicas que objetivem a atenuação de desigualdades oriundas de motivações étnicas, como, por exemplo, a intensificação das cotas raciais, a criação de programas governamentais de inclusão sociocultural entre outros. Assim, haverá amenização dos déficits decorrentes do racismo estrutural enraizado na sociedade brasileira.