A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/03/2021
Após a Primeira Guerra Mundial, o diretor alemão Erwin Piscator criou o teatro épico que tinha como objetivo modificar a sociedade e despertá-la para uma reflexão crítica. Na contemporaneidade, é relevante recuperar esses princípios que permitem a análise do contexto relacionado a persistência do racismo na sociedade brasileira, que persiste atrelado à realidade do país; seja pela violência contra a raça negra, seja pela segregação racial.
A priori, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a violação desses, haja vista que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2016 a taxa de homicídios de negros foi duas vezes e meia superior a de pessoas de outras etnias. No período de 2006 e 2016, a taxa de homicídios de negros cresceu 23,1%, enquanto o de não negros abaixou 6,8%.
Nesse viés, é imprescindível realçar a problemática da segregação racial. Conforme o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado socialmente, o que se associa a separação social e cultural sofrida pela raça negra por ser a minoria, baseado em uma intolerância gerada por um etnocentrismo, que faz muitos acreditarem que a minoria deve ser dominada pela maioria, como as outras etnias.
Destarte, tendo em vista os aspectos observados e em virtude dos fatos mencionados, é incontestável a necessidade de que novas medidas sejam tomadas. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Social a criação de novos e mais eficientes projetos de inclusão social independente da classe e da raça, visando combater o avanço e a persistência do racismo na sociedade atual. Os sistemas de ensino e a mídia devem ter o papel de conscientização sobre a igualdade de raças, tendo como objetivo integração das minorias obtendo o mesmo espaço e direito que a maioria. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no que tange à questão do racismo no Brasil.