A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 18/04/2021
“Eu não consigo respirar, eu não consigo respirar”. Essa foi a última frase de George Floyd enquanto era asfixiado até a morte, por ser negro, nos EUA. No Brasil, o conceito de racismo também é vigente. A crença que enfatiza a hierarquia das raças sempre existiu de forma camuflada e persistente. Logo, para se combater o preconceito em território nacional é preciso que se reconheça a existência dele e que se construa uma identidade racial.
Segundo a obra “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre, a democracia racial criou um Brasil cordial que omitia a desigualdade oriunda desde a escravidão. Esse mito de igualdade impediu que o segmento branco refletisse sobre o próprio comportamento discriminatório em relação ao segmento negro. E assim, impossibilitou-se o reconhecimento do racismo tão presente nas abordagens policiais dos negros nos EUA, dos negros nas favelas cariocas e na marginalização de negros, mulatos e indíos na sociedade brasileira.
Além da negação do preconceito, a cultura afro-brasileira também foi omitida sob a justificativa de se apagar um período vergonhoso da história do país, os documentos oficiais que compravavam a escravidão, foram queimados. Diante disso, o desconhecimento da própria cultura formou uma geração sem identidade racial que só recentemente teve o apoio da lei que tornou obrigatório o ensino da história afro-brasileira em todas as escolas nacionais.
Portanto, é papel da escola e da sociedade atuarem no combate ao racismo tão persistente no Brasil. Logo, seria mais eficaz , dar atenção ao processo educativo, no que tange a elaboração de propostas curriculares para o enfretamento das questões raciais desde a pré-escola até o ensino médio. Outrossim, propor que o Ministério da Cidadania incentive a arte afro-brasileira nos grandes espaços culturais para que assim, se tenha o reconhecimento das diferenças inerentes em todas as sociedades multirraciais e evitar que episódios tais como o de Floyd jamais se repitam.