A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 15/04/2021

No contexto histórico do século XIX, foi inventada uma pseudociência que utilizava da Teoria da Evolução de Charles Darwin para justificar o imperialismo europeu. Essa invenção ficou conhecida como “Darwinismo social” e pregava a inferioridade intelectual e cultural dos povos conquistados pelos europeus nesse período, em especial os africanos. A atual persistência no número de casos de injúria racial no Brasil evidenciam que esse conceito de superioridade racial, natural da Europa, continua vigente até à atualidade.

Em Santa Catarina, por exemplo, um estado brasileiro marcado pela imigração europeia, houve um aumento em 200% no número de casos de injúria racial no ano de 2018, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e/ou Defesa Social. Portanto, as ideias racistas inventadas nos últimos séculos ainda são passadas de geração em geração.

Assim como esses conceitos trouxeram consequências coletivas devastadoras às sociedades vítimas do imperialismo, vê-se na atualidade consequências individuais igualmente ruins para as pessoas negras. De acordo com o Ministério da Saúde, por exemplo, jovens de cor preta têm mais chances de cometer suicídio que jovens de cor branca.

Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação - juntamente com influenciadores digitais de diversas etnias - promova campanhas educativas de valorização da cultura negra através das redes sociais, com o fim de desmistificar a suposta inferioridade das antigas sociedades africanas e, dessa maneira, melhorar a qualidade de vida de seus descendentes espalhos ao redor do mundo que, orgulhosos de sua ancestralidade, poderão viver numa sociedade que não preserva mais pseudociências raciais criadas ao longo da História.