A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/04/2021
Desde a chegada dos europeus no Novo Mundo, o racismo já foi implantado na sociedade brasileira, em que o índio e o negro eram vistos como indivíduos desprovidos de alma e inferiores. Analogamente, esse preconceito permanece até hoje enraízado na comunidade nacional, se manifestando por meio de diálogos do cotidiano, além de agressões físicas, morais e psicológicas com o cidadão de ascendência indígena ou africana. Além disso, a mulher negra é a que mais sofre preconceitos e injustiças dentro da sociedade, em que a cidadã não se encaixa no padrão ideal de beleza, além de sofrer com a falta de produtos para atender seu bem-estar.
Em primeira análise, consoante com o pensamento do Papa Francisco que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas as injustiças e os preconceitos também, deve-se evidenciar as decorrências do racismo para a população. Dentre essas consequências, pode-se citar a propagação de ditados racistas no meio social, como “inveja branca” para citar um sentimento nobre, dando a entender que a “inveja preta” é algo nefasto, ou “cabelo ruim” para descever um cabelo crespo, típico do fenótipo afrobrasileiro. Outrossim, a violência contra indígenas e afrodescendentes ainda é significativa, em que cidadãos são agredidos todos os dias, seja por uma violência moral, se expressando por meio de comentários de ódio, ou por uma violência física.
Sob um segundo olhar, as mulheres negras são as que mais sofrem no contexto social hodierno, em que os casos de abusos físicos e sexuais são frequentes, isso quando a cidadã não é morta por injustiças, a fim de exemplificação pode-se citar o caso de Mariele Franco, socióloga negra que foi assassinada a tiros no Rio de Janeiro. Dessarte, na indústria da beleza, o público feminino de pele retinta é deixado de lado, em que os cosméticos dificlmente são produzidos atendendo a camada mais preta da população. Ainda mais, a mídia exalta o padrão de beleza como a mulher de pele branca e olho claro, com características europeias, abandonando o público com características afro-brasileiras.
Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério das Comunicações informar acerca do racismo estrutural presente na sociedade brasileira, sendo efetuado por meio de propagandas nas principais mídias sociais como a televisão e o “Instagram” para alertar os inidivíduos acerca de falácias problemáticas e consequências do preconceito, com o objetivo de aperfeiçoar a mente populacional e democratizar o conhecimento. Além de que, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve promover projetos para o amparo da mulher negra, tais como a maior segurança para o público feminino, além de requisitar que as marcas de cosméticos aumentem a cartela de cores dos cosméticos, a fim de atender as mulheres retintas, com a finalidade de gerar a inclusão no meio social.