A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 20/04/2021

A minissérie “Olhos que condenam”, trouxe à tona o caso do “Cinco do Central Park”, como cinco crianças negras condenadas injustamente por claro racismo institucional. No entanto, é fato que o problema não está restrito aos EUA, visto, por exemplo, o paradoxo brasileiro de Thor batista e Rafael Braga: o primeiro, branco e filho de milionário, foi absolvida de atropelar e matar um ciclista, enquanto o segundo , pobre e negro, por portar uma garrafa durante a manifestação em 2013. Nessa perspectiva, uma análise e o entedimento acerca das raízes históricas, ea negligência do Estado em garantir direitos são imprescindíveis para mitigar tal problemática.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o preconceito existente na esfera social, possui raízes históricas. Baseado no livro “Escravidão”, do jornalista " outro fator contribuinte é a negligência do Estado em garantir direitos. Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à vida de qualidade. Contudo, essa não é uma realidade para os negros, pois não existem políticas públicas eficientes para propagar o combate ao racismo por meio da mídia. Logo, observa-se que tais direitos figuram somente na teoria, como disserta o jornalista “Gilberto Dimenstein”, na sua obra “Cidadão de Papel”. Além disso, e por mais que haja avanços, como por exemplo - Lei de Cotas-, ainda há muito por ser feito.

Destarte, é de suma importância a resolução da problemática. Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério das Comunicações (MC), deve criar um projeto chamado “Racismo Não”, que consiste em propagandas especializadas no combate ao racismo, com a utilização de artistas negros, relatando histórias sofridas por conta do racismo e como gera impacto na vida de quem sofre esse ato. Nos períodos da noite, para uma maior visualização dos telespectadores. A fim de que, como pessoas entendam o quanto esse ato ruim para quem sofre. Assim, o Brasil não verá cenas como retratadas na série supracitada “Olhos que condenam”.