A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 23/04/2021
No dicionário Michaelis, a definição de antirracismo relaciona-se a uma pessoa que se opõem ao racismo. Com isso, ainda há necessidade frequente de ser antirracista no Brasil por conta do racismo construído baseado em uma relação de poder e dominação do homem branco. Portanto, mesmo após anos de luta contra o racismo, ainda no século XXI se faz necessário o reconhecimento da existência do racismo no Brasil, bem como a importância do lugar de fala para discutir persistentemente a respeito dessa desigualdade que se faz tão presente ainda na sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que o não reconhecimento da existência do racismo no Brasil é permitir a persistência desse problema. De acordo com o Atlas da Violência, que é um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam que no ano de 2018, 75,7% das vítimas de homicídios no Brasil eram negras. Nesse sentido, os dados estatísticos comprovam a violência do racismo fortemente presente no século XXI, o que representa raízes intrínsecas ao passado brasileiro. Logo, se faz necessário a defesa do racismo na prática para minimizar essas violências e homicídios.
Vale ressaltar, também, que há urgência de ser antirracista no país evidencia a discussão sobre lugar de fala dentro do racismo estrutural. Sendo assim, a escritora Djamila Ribeiro afirma: “o lugar social não determina uma consciência discursiva sobre esse lugar, porém, o lugar que ocupamos socialmente nos faz ter experiências distintas e outras perspectivas”. Diante do pensamento filosófico, fica claro a importância da fala com base na sua experiência de conhecimento de vida, sobretudo do seu lugar social. Dessa forma, o reconhecimento do lugar de fala pode gerar modificação das ações no combate ao ódio e estereótipo.
Portanto, ainda é de extrema importância de posturas contra o racismo para mitigar um problema estrutural da sociedade. Para isso, cabe a mídia, com seu papel social e elemento persuasivo dar mais visibilidade as pessoas negras, através da novela com papeis principais para possibilitar uma reeducação social minimizando o preconceito. Ademais, compete a família em parceria com a escola o acompanhamento da vida escolar e educacional das crianças, na busca de promover a importância de debater sobre o racismo e como combater esse preconceito dentro da sociedade brasileira.