A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 27/04/2021

O filme “Corra”, estreado em 2017, retrata a violência extrema sofrida pelo personagem principal ao visitar a família da sua namorada, que parecia tolerante, mas se mostra racista e criminosa com o passar do longa. Não longe da ficção, as hipóteses como essa podem ser percebidas na sociedade brasileira, ainda que de forma menos intensa, haja vista a persistência do racismo no país. Nesse sentido, a discriminação racial é um desafio e perdura devido não só à sensação de superioridade, mas também à impunidade do ato.

Em primeira instância, é válido ressaltar que o sentimento de superioridade presente em algumas pessoas é um dos motivos para a permanência do racismo no Brasil. De acordo com a teoria da Eugenia, cunhada no século XIX, existem características avaliadas melhores e, portanto, uma sociedade estabelecida estabelecer um controle com base nos aspectos. Essa perspectiva, que foi afetado para atos genocidas como o nazismo, tem se mantido na atualidade e pode ser percebida em atitudes racistas, como comentários ofensivos, apelidos perjorativos e exclusão de atividades por conta da cor da pele. Dessa forma, é necessário que a sensação de superioridade seja combatida em todos os âmbitos, evitando a segregação e suas possíveis consequências.

Outra análise é discutida se dá na impunidade de atitudes racistas, que tem sido uma das causas para a continuidade do ato. A exemplo disso, Hanna Arendt traz o conceito de “Banalidade do Mal”, em que exemplifica que, quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, conforme as pessoas param de vê-la como errada. A ideia apresentada está de acordo com a realidade vivenciada pelas comunidades negras, que prevê o preconceito diariamente devido à sua cor e não têm âmparo na justiça para suas denúncias. Portanto, apesar da Constituição Federal de 1988, considerar como atitudes racistas como criminosas, a lei não é levada a sério e os agressores continuam impunes, o que possibilita a perpetuação da discriminação.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma resolução do problema. Logo, o Ministério da Cidadania, juntamente com os principais veículos midiáticos devem promover ações de combate à injúria racial, como vídeos informativos e documentários históricos-sociais, por meio de pesquisas de campo e identificados com comunidades negras. Esses vídeos seriam então divulgados na mídia, a fim de conscientizar, comover e informar a população sobre a necessidade de respeito às diferenças.