A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 30/04/2021
A abolição da escravidão no Brasil ocorreu em 1888 com a Lei Áurea, entretanto mesmo após 133 anos da abolição da escravatura no país a população negra é marginalizada e sofre com racismo estrutural decorrente, em grande parte, de uma negligência do Estado em efetuar meios e políticas que mudem o atual cenário.
No livro “Racismo estrutural” do filosofo Brasileiro Silvio Almeida mostra-se como o racismo tornou-se presente na nossa sociedade ao ponto de que dados alarmantes de desigualdade e a falta de inclusão da população negra passem despercebido por grande parte dos brasileiros, de maneira a constituir o racismo estrutural na nação. Isso é demonstrado ao analisar que o Brasil apresenta 53% da sua população negra, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mesmo com mais da metade da população se identificando como afrodescendente é observado que essa parcela apresenta os maiores índices de desemprego, analfabetismo e mortalidade refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática o seu ideal professado de uma democracia racial, que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.
Além disso, sabe-se, atualmente, que jovens negros tem 2,5 vezes mais chances de serem assassinados do que jovens brancos, afirmando novamente a forma de desigualdade e racista que a sociedade brasileira está estruturada. Por exemplo, em novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, homem negro, é espancado até a morte em uma unidade do supermercado Carrefour, em grande medida por conta de discriminação por sua cor de pele, na zona norte de Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra, esse e outros casos parecidos ocorrem diariamente no Brasil em decorrência da ineficiência do estado em reverter essa situação que ,por muitas vezes, passam despercebidas por parte da nação brasileira e não ganham a visibilidade que deveriam, por consequência da estrutura social.
Segundo o artigo 5 da constituição brasileira de 1988 todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, o que se opõem as circunstâncias presentes. Dessa maneira, o Estado, com objetivo de ampliar os métodos de inclusão, deve promover legislações que facilitem a inclusão dessa minoria na sociedade brasileira, de modo que os maiores índices de desemprego, analfabetismo e mortalidade possam ser suavizados por essa parte da população.