A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2021

O Brasil possui, desde sua época escravista, uma população extremamente preconceituosa, principalmente quanto à cor da pele. Consoante a isso, é possível perceber a persistência do racismo na sociedade brasileira. Nessa conjuntura, destacam-se dois aspectos marcantes: a manutenção de relações de poder na sociedade e a perpetuação de preconceitos históricos.

A princípio, é fundamental enxergar que a manutenção das relações de poder na sociedade é um problema decorrente. Quando a Lei Áurea foi assinada, em 1888, não houve nenhuma medida que protegesse os escravos, que ao tornarem-se livres, foram jogados às margens da sociedade, cenário que contribuiu para que se sujeitassem ao crime e remunerações pequenas. No contexto atual, essa manutenção é percebida, visto que o salário médio de trabalhadores negros é 45% menor do que o de brancos e apenas cerca de 0,7% dos cargos mais altos de empresas são ocupados por negros.

Além disso, é notório considerar a perpetuação do preconceito histórico como aspecto que contribui para a persistência do racismo. Para Nelson Mandela, importante líder ativista sul-africano, ninguém nasce odiando outra pessoa por sua cor de pele, sua origem ou sua religião. Outrossim, uma pesquisa apontou que os 44% dos entrevistados entre 25 e 35 anos são capazes de identificar um ato de discriminação racial enquanto somente 34% com mais de 60 anos diz ser capaz. Desse modo, percebe-se que as gerações mais jovens possuem uma visão menos arcaica sobre o preconceito.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir a persistência do racismo estrutural no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Trabalho garantir igualdade salarial e ambientes de trabalho seguros, por meio de fiscalizações, a fim de que as relações de poder no país possam ser justas.