A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2021

Em 2020, o movimento ‘‘Black Lives Matter’’ domou ruas ao redor do mundo todo, protestando contra a bárbara violência racista. A nítida persistência racial até os dia atuais, comprovam o aumento constante do desrespeito étnico, convenientemente vindo da manutenção das relações de poder na sociedade e da perpetuação do preconceito histórico presente há séculos em nosso corpo social, embora muitas vezes camuflado.

É chamado racismo institucional os sistemas de desigualdade de instituições, corporações empresariais privadas e órgãos governamentais públicos baseados em raça e cor de pele, onde a política sistemática coloca tais grupos minoritários em desvantagens. Podemos citar como exemplo que, segundo dados estatísticos da ONU, Organização das Nações Unidas, apenas 2,7% dos estudantes ingressos em medicina são negros a nível nacional. Esse tipo de preconceito contém esteriótipos negativos e persistentes, que contribuem e fortificam a falsa visão de que o papel dos pretos é roubar e, até mesmo, servir, como se os 300 anos de escravidão não fosse algo recorrente do passado e as aquisições apoderativas também fossem as mesmas.

Outro importante e crucial elemento que necessita de compreenção quando o assunto é racismo é a sua relação histórica de desvalorização de pessoas negras. Segundo Achille Mbembe, filósofo político e escritor da obra ‘‘Críticas da Razão Negra’’, a palavra negro foi criada para ser sinônino de exclusão. Essa obstinada marcha de desumanidade tem origem nos períodos coloniais, porém, perduram até os dias de hoje, trazendo dificuldades no modo como essa parcela participa da federação mundial racista e hierarquizada.

Desse modo, torna-se evidentemente necessário a criação de medidas vindas do Governo em colaboração com o poder judiciário visando o comnbate ao racismo, preconceito e desigualdade, onde aquele que cometer tal ato e crime seja punido perante a lei.