A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do racismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse contexto, no que tange à questão do preconceito racial, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da lacuna educacional e da injustiça.

Sob esse viés, pode-se apontar, como um empecilho à consolidação de uma solução, a base educacional lacunar. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange ao racismo, percebe-se a forte influ- ência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que foquem na resolução da questão.

Outrossim, a injustiça ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesta perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que se refere ao preconceito racial.

Portanto, para que a descriminação racial deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores possam discutir questões como o racismo, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos. Desta maneira, é possível que o problema do racismo permaneça no passado brasileiro.