A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 23/05/2021
No prelúdio da contemporaneidade, a persistencia do racismo é uma questão de ordem social e cultural a qual o Brasil foi convidado a combater. De um lado, uma geração da colonização portuguesa encontra-se como o problema principal. Do outro, a insistência do poder público em ignorar o fato social da intolerância funciona como mola propulsora da problemática.
Primeiramente, é relevante abordar que com a colonização portuguesa no Brasil, os portugueses utilizaram a mão de obra dos escravos negros vindos da África para a realização de trabalhos braçais, sem dar a todos os direitos à dignidade e vida. Como consequência, o passado se reflete no presente através das atitudes da sociedade, principalmente das classes altas, que detém a influência da maioria, classe média e pobres, nas quais ainda hoje reverberam as atitudes do homem colonizador. Prova disso é que o site G1 noticiou que um motoboy negro foi hostilizado por homem um branco com ofensas racistas e classistas, em um condomínio residencial no interior de São Paulo. Dessa forma, é notório os impactos gerados pela colonização portuguesa no país.
Ademais, vale ressaltar que no dia 13 de maio de 1988, foi sancionada pela Princesa Isabel a Lei Áurea, dando uma nova esperança à população escravocrata do Brasil. Entretanto, mesmo com essa circunstância, a inclusão dos negros dentro da política ou exercendo cargas de inclusão social é mínima até os dias atuais, abrindo espaço para o preconceito, marginalização e a diferença. Em confirma, dados expostos pelo IBGE afirmam que em 2019, a população branca habita, em média, 56,6% a mais que a população negra. Logotipo, é irrefutável a ação do poder público com o intuito a igualdade de direitos, tutelando assim, o direito à igualdade racial, em conformidade com a Constituição Federal.
Em virtude dos fatos destacados, fica clara a necessidade de políticas públicas para resolver o problema da intolerância estrutural. Portanto, o Ministério da Justiça deve criar um projeto com o objetivo de conduzido como pessoas que recebem uma intolerância a buscarem seus direitos e denunciar. Esta ação pode ser executada por meio da internet com postagens informativas de onde denunciar, e em qual situação denunciar, incentivando assim, os cidadãos a não se calarem. Além disso, as escolas devem desenvolver um projeto pedagógico, por meio de palestras com ativistas do negro, a fim de mostrar às crianças a importância do respeito e da diversidade cultural, implementando lições sobre o racismo e as soluções de conflitos. Dessa forma, estereótipos, preconceitos e práticas discriminatórias são desconstruídas.