A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 15/06/2021
No Brasil colonial, negros oriundos da África desembarcavam no litoral do país de forma forçada para participar do processo econômico brasileiro como escravos, no século XIX com a abolição da escravidão estas pessoas não receberam apoio nenhum do governo e viviam pelas periferias das cidades com condições desumanas para viver. Não se vê, entretanto, na sociedade brasileira atual, programas para combater o racismo que existe contra essa parte da população. Desse modo, os estraves para solução dessa problemática, denotam um país desestruturado e uma sociedade desinformada sobre a luta por parte dessa população.
Em primeiro plano, a falta de políticas públicas para o combate ao racismo, dificulta a erradicação desse revés na sociedade. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 52,9% da população brasileira é composta por pretos e pardos, mas os negros ocupam apenas 4,7% da direção e 6,3% dos cargos de gerência das 500 maiores empresas no país. Desse modo, é notório que existe uma discrepância entre raças na ocupação de grandes cargos, e que a falta de uma política de introdução dessa parte da população corrobora esse problema, visto que, a maioria dos grandes cargos são ocupados pela população branca.
Além disso, é preciso atendar para desinformação presente na sociedade brasileira. Segundo o sociólogo brasileiro Paulo Moura: “o racismo é a causa da morte intelectual de qualquer nação”. Seguindo o pensamento de Paulo, é notório que essa morte intelectual pode de fato existir em parte da população, visto que muitas pessoas não entendem a formação e o porquê desse racismo estar enraizado na cultura brasileira, o qual só existe devido escravidão e a segregação espacial da população negra no país, fatos que confirmam a desigualdade existente entre brancos e negros até a atualidade.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a resolução dessas problemáticas. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, deve realizar um programa que garanta 30% das vagas em cursos mais concorridos para população negra, e junto com esse, uma campanha para ajudar as crianças e adolescentes de comunidades carentes a permanecerem nas escolas, visto que a educação é a principal porta para o mercado de trabalho. Além disso, o Ministério da Educação deve promover também, uma reformulação do sistema básico de ensino, introduzindo uma matéria que ensine sobre as raízes culturais africanas e o combate ao racismo, visto que com isso, uma nova geração possa vir mais informada e humanizada. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.