A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 16/06/2021

Mesmo após mais de mil anos de abolição da escravatura, uma população negra continua, muitas vezes, à margem dos lugares de prestígio. Com isto é possível ver que racismo, ainda no século XXI, persiste na sociedade brasileira. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos espaços de trabalhos, hábitos cotidianos, nas instituições de ensino … Compreender como o racismo opera e como é possível superá-lo é, assim, confrontar tal problemática que atua ativamente no país.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o Brasil foi a última nação do ocidente a libertar os escravos, com a Lei Áurea em 1888. Desde então, o país buscou construir uma autoimagem de território de respeito às diferenças e de convívio racial pacífico, mas isto não funcionou. Essa Lei foi conservadora e não teve nenhum ressarcimento ou política de inclusão para essa população que ficou tanto tempo longe da cidadania e dos direitos humanos. Como resultado desta falha, houve o aumento da violência social herdada dos antepassados, mas renovada no presente.

Além disso, na obra cinematográfica “Brooklyn Nine-Nine”, uma série de comédia policial que aborda temas atuais, retratou em um de seus episódios o ato racista contra o sargento negro Terry. O policial havia saído de sua casa, à noite, para procurar o brinquedo que sua filha havia perdido quando foi brutalmente abordado por um policial branco, tentou explicar que era um militar de média patente, mas foi ignorado. Quando prestou queixa pelo ocorrido, o soldado pediu desculpas por obrigação e não por estar arrependido. Esse é apenas um pequeno exemplo que pode ser citado para mostrar a realidade que algumas pessoas negras passam durante a sua vida, simplesmente por causa da cor da sua pele.

Portanto, é essencial para a resolução dessa problemática, que se propunha um projeto nacional, administrado pelo Ministério da Educação, que vise combater o racismo pela educação e transformação da realidade. Por meio de conteúdos transdisciplinares em escolas e universidades, através de palestras, debates e ações comunitárias, para que desta forma haja uma ressignificação cultural e comportamental de crianças, jovens e adultos. Ademais, a Mídia deve promover uma consciência social sobre a igualdade étnica, onde perante a lei somos todos iguais, também seriamente incluída a inclusão de símbolos negros em pontos como educação, publicações e saúde, onde tais símbolos gerem impactos semelhantes aos brancos na sociedade, dando assim uma certa igualdade para todos.