A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/06/2021
“Olhos que condenam” é uma premiada mini série produzida pela plataforma de streaming, Netflix. Nela, é contada a história de cinco adolescentes negros que foram presos injustamente por pressão popular, mostrando os abusos raciais ainda existentes. De modo semelhante, as práticas racistas persistem na sociedade contemporânea, sobretudo na brasileira, fruto da escravização centenária de negros trazidos da África para o Brasil. Sendo assim, o racismo é um problema grave e provoca exclusão, desigualdade e violência.
É importate salientar que as práticas descriminatórias no país existem por conta da intolerância e do negacionismo, fazendo com que uma classe se sobreponha a outra. Portanto, nada mais é que, racismo estrutural e institucionalizado. É difícil ver negros em posição de destaque no Brasil, como juízes ou CEOs, é mais comum vê-los na miséria, arrastados pela violência. A pobreza no Brasil tem cor e as consequências são vistas à olhos nus.
Sendo assim, vale ressaltar que 78% dos pobres no Brasil e 65% da população carcerária é negra, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além disso, segundo um levantamento feito pelo Datafolha, cargos que requerem menor qualificação e tem menor salário, são ocupados predominantemente por pessoas negras. Tudo isso só mostra os resquícios da escravidão que, em uma perspectiva socio-econômica e cultural, nunca foram superados.
Desse modo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. É fundamental para a solução dessa problemática, que haja um projeto de cunho nacional, feito pelo Ministério da Educação que vise o combate ao racismo pela educação, dentro de escolas e universidades, que permita a aplicação de conteúdos interdisciplinares, alcançando crianças, associações comunitárias e locais públicos, ressignificando assim, a cultura e o comportamento de adultos. Evitando-se, dessa forma, que não exista mais nenhuma repetição de histórias como a de “Olhos que condenam”.