A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 25/06/2021

A persitência do racismo na sociedade brasileira não é um problema atual. Já que o Brasil sofreu uma colonização de exploração baseada em um regime escravocrata segregacionista no qual,os negros eram obrigados a se submeter a práticas desumanas de repressão. Mesmo após mais de um século da abolição da escravidão, os negros ainda permanecem, na maioria das vezes, à margem da sociedade e são subjulgados apenas pela cor de sua pele.

Como exemplo, podemos destacar um caso que ocorreu durante as eleições municipais de 2020. A prefeita eleita em Bauru foi vítima de ataques rascistas antes e após o segundo turno das eleições. Em uma das mensagens o autor diz “Bauru não merecia ter essa prefeita de cor com cara de favelada comandando nossa cidade. A senzala estará no poder nos próximos quatro anos.” Esta frase demonstra o quanto o racismo está enraizado na população brasileira, que as vezes, é passado de geração em geração de forma latente.

Desta forma, cabe resaltar a frase dita pelo líder ativista Nelson Mandela “Ninguém nasce odiando outra pessoa por sua cor de pele. As pessoas podem aprender a odiar.” Isso mostra que as ações dos seres humanos são reflexo do meio que ele vive e se constrói.

Segundo o artigo 5° da Constituição Brasileira de 1988 “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.” Porém esta igualdade não foi completamente atingida, fazendo com que outras atividades fossem tomadas como, as cotas em concursos públicos e em universidades. Este tipo de ação começa a ser presente ate mesmo em empresas privadas como por exemplo, o “Magazine Luiza” que em 2021 abrirá vagas exclusivas para negros em seu programa de Trainee.

Portanto, para que a persistência do racismo no Brasil diminua deve-se tomar atitudes que possam mitigar este racismo inerente a grande maioria da sociedade brasileira. Para isto acontecer cabe a sociedade e ao Governo Federal, Estadual e Municipal continuar apoiando as medidas já aplicadas por exemplo, as cotas para que assim a igualdade seja exercida como prega a Constituição Brasileira de 1988. Cabe também ao Ministério da Educação investir em palestras de conscientização em escolas de nível fundamental, ministradas pelas próprias vítimas de atos preconceituosos, trazendo a realidade para próximo das crianças de forma que elas entendam que a cor da pele não torna ninguém superior ou inferior aos outros.