A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 21/07/2021

Mesmo após mais de mil anos de abolição da escravatura, a população negra continua, muitas vezes, às margens dos lugares de prestígio. Com isto, é possível ver que racismo, ainda no século XXI, persiste na sociedade brasileira. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos espaços de trabalhos, hábitos cotidianos, nos locais de ensino, etc. Compreender como o racismo opera e como é possível superá-lo é, assim, confrontar tal problemática que atua ativamente no país.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o Brasil foi a última nação do ocidente a libertar os escravos, com a Lei Áurea em 1888. Desde então, o país buscou construir uma autoimagem de território de respeito às diferenças e de convívio racial pacífico, mas isso não funcionou. A Lei foi conservadora e não teve nenhum ressarcimento ou política de inclusão para essa população que ficou tanto tempo longe da cidadania e dos direitos humanos. Como resultado desta falha, houve o aumento da violência social herdada dos antepassados, por conta da escravidão, porém renovada no presente.

Ademais, na obra cinematográfica “Brooklyn Nine-Nine”, uma série de comédia policial que aborda muitos temas atuais, retratou em um de seus episódios o ato racista contra o sargento negro Terry. O policial havia saído de sua casa, à noite, para procurar o brinquedo que sua filha havia perdido quando foi brutalmente abordado por um policial branco, tentou explicar que era um militar de média patente, no entanto foi ignorado. Quando prestou queixa pelo ocorrido, o soldado pediu desculpas por obrigação e não por estar arrependido. Em suma, muitas pessoas negras passam por situações racistas, semelhantes a essa, todos os dias, contudo muitos indivíduos acreditam que isso é frescura e não dão a repercussão necessária para esses casos.

Portanto, é essencial para a resolução dessa problemática que proponha-se um projeto nacional, administrado pelo Ministério da Educação, que vise combater o racismo pela educação e transformação da realidade. Isso aconteceria por meio de conteúdos transdisciplinares em escolas e universidades, através de palestras, debates e ações comunitárias, para que dessa forma haja uma ressignificação cultural e comportamental de crianças, jovens e adultos. Outrossim, a mídia deve promover uma consciência social sobre a igualdade étnica, pois todos os cidadãos são iguais perante a lei, também teria a inclusão de símbolos negros em pontos como educação, publicações e saúde, para que os tais símbolos gerem impactos semelhantes aos brancos na sociedade, dando assim uma certa igualdade para toda a população.