A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/07/2021
O ano de 2020 foi marcado por um movimento ativista chamado “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), após um homem negro ser brutalmente assassinado, nos Estados Unidos. Porém, no Brasil o racismo também é persistente até os dias de hoje. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da disparidade social e da insuficiência legislativa.
Dessa forma, em primeira análise, o desequilíbrio social é um desafio presente no problema. Segundo Baudrillard, o progresso tem relação direta com a manutenção da desigualdade social. Tal relação é de fato percebida com a discriminação incessante com os negros no Brasil. De acordo com o site “Uol economia” brancos continuam recebendo 50% a mais do que negros no país. Com isso, os brancos, consequentemente, têm acesso à escolaridade, moradia e estilo de vida melhores, aumentando a desigualdade já existente desde a colonização do país. Logo, é substancial uma alteração nesse quadro, por meio da diminuição desse abismo social.
Além disso, outro fator influenciador é a ineficiência das leis. Gilberto Dimenstein explica que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é nítida nos ataques policiais em áreas urbanas resididas por negros, visto que no ano de 2020 muitos deles morreram de bala perdida, como João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, que estava brincando com seus amigos quando foi alvo de um tiroteio policias e morreu. Dessa forma, fica evidente a falha legislativa, haja vista que na teoria diz ser obrigação do estado garantir segurança pública.
Portanto, nota-se um problema que carece de intervenção. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimento em segurança de qualidade, com conhecimento social sobre os moradores das áreas que são sempre atingidas, afim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a desigualdade social, por meio de fiscalizações efetivas acerca dos salários, que devem ser igualitários. Dessa forma, o racismo não persistirá mais no Brasil.