A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 29/07/2021
No Brasil colonial, a escravidão de afrodescendentes trouxe muitas consequências sociais que perduram até a contemporaneidade. Para ilustrar essa realidade negativa, Segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras. Apenas em 2089, daqui a pelo menos 72 anos, brancos e negros terão uma renda equivalente no Brasil. Esse cenário atesta ser necessária uma conduta mais expressiva do Estado e da sociedade civil.
Em primeira análise, segundo a Constituição Federal em seu Art 3°, o Governo deve promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação. No entanto, apesar da prerrogativa asseguras tais direitos, na prática isso não ocorre, pois, mais de 65% da população carcerária brasileira é constituída por negros, resultado da marginalização desse grupo étnico desde e o fim da escravatura. Com isso, enquanto não houver moitoramento da Lei por parte do Estado, mais injustiças ocorrerão.
Ademais, o racismo se encontra enraizado no País, pois muitas famílias preferem não debater sobre o assunto. Isso acarreta muitas vezes na formação de uma mentalidade de preconceito ao diferente, seja por cor, seja por sexo. Logo, enquanto não for fomentada uma cultura de aceitação ao próximo, mais situações de preconceito racial acontecerão no Brasil.
Portanto, com o escopo de combater essa prática preconceituosa cabe ao Poder Público informar à população sobre os direitos assegurados pela Carta Magna por meio de campanhas governamentais e incentivar o uso dos meios de denúncias em caso de episódios racistas. Além disso, cabe às familias, escolas e setores formadoras de opinião fomentar uma cultura anti-racista, por meio de diálogos domésticos, palestras no ambiente escolar e propagandas elucidativas. Assim, espera-se ser possível mitigar essa conduta criminosa e discriminadora.