A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 25/08/2021

Racismo é o ato de discriminar e depreciar alguém devido a crença na existência de diferentes raças humanas e na superioridade de uma sobre as demais. Olhando pelo retrovisor da história, nota-se que diversas posturas preconceituosas são mantidas até hoje e ecoam sob a forma de agressões, empregos mal remunerados, condições precárias de moradia e acesso limitado a direitos básicos, como saúde e educação. Portanto, no Brasil, o racismo possui raízes históricas e sua persistência é fruto de um pensamento antigo que se perpetua entre as gerações, produzindo consequências funestas, que devem ser combatidas exaustivamente. A partir disso, é válido fazer um paralelo com o passado a fim de reconhecer as causas da insistência desse mal. Até a escravidão ser abolida no país, em 1888, apenas um ano antes da proclamação da república, outras leis foram sancionadas objetivando protelar a liberdade do negro, revelando a visão excludente da classe dominante da época, que se recusava a reconhecer os direitos desse grupo. As leis do Ventre Livre, de 1871 e do Sexagenários, de 1885, são exemplos de medidas ineficazes, uma vez que não garantiram melhorias na vida da população escravizada. Séculos mais tarde, a mesma resistência se encontra na sociedade brasileira, porém disfarçada sob outra forma.