A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 05/09/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, prevê em seu artigo 1 que todos são iguais em dignidade e direitos. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado quando se observa a persistência do racismo na sociedade brasileira. Sob tal ótica, percebe-se que a falta de informação e a má representatividade contribuem com esse quadro.
Primordialmente, a ausência de debates sobre a perseverança do preconceito racial, corrobora o problema. No livro “Kindred: laços de sangue” de Octavia Butler, Dana, personagem principal da trama, viaja ao passado e convive com várias formas de desumanização e percebe o quanto os negros daquela época por não terem acesso a informação eram condicionados facilmente a escravidão naturalizando o preconceito. Essa situação tem grande ligação com a sociedade contemporânea que ao não ter conhecimento sobre o tema, não identifica atitudes racistas mesmo que essas estejam explícitas.
Outrossim, ao não dar representatividade verdadeira, a mídia acaba contribuindo para o aumento da invisibilidade de pessoas negras no país. Na série americana “Everybody hates Chris” é relatado a história de um garoto que sempre acaba se colocando em situações constrangedoras e é tratado pela sociedade de forma inferior. Teledramaturgias como essa reforçam estereótipos que limitam pessoas negras a um aspecto de características negativas, assim surge uma massa de indivíduos que cada vez mais naturaliza o preconceito racial.
Portanto, é mister que o Ministério da Educação produza por meio de campanhas e palestras nas mídias sociais com o objetivo de discutir e analisar a forma que o negro tem sido representado. O projeto poderá contar com ativistas que já sofreram esse tipo de preconceito para que contem sua vivência e conscientize a população. Somente assim, será possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da Declaração dos Direitos Humanos.