A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 30/09/2021

Em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida no Brasil, dando liberdade e direitos, antes inexistentes, à população preta. No entanto, o racismo e a descriminação ainda são presentes no contexto social brasileiro. Visto isso, percebe-se que tal problema, causado pela falta de educação racial e políticas públicas que assegurem pessoas pretas, deve ser resolvido.

Em primeiro plano, cabe mencionar que na série norte-americana “Todo mundo odeia o Cris”, o personagem principal sofre com o racismo praticado dentro da escola,  por ser considerado diferente dos outros.  Isso evidencia a falta de ensinamentos sobre as diferentes raças e etnias nas escolas. Devido a isso, muitos jovens passam pelo processo escolar e não aprendem a respeitar as diferentes raças, fazendo com que o preconceito permaneça enraizado na sociedade.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o IBGE, pessoas pretas ocupam 79% dos casos de homicídio, no Brasil. Isso acontece devido a falta de políticas públicas que garantam a segurança, principalmente em ruas e locais coletivos, de pretos e afrodescendentes. Dessa forma, os números de pessoas mortas e agredidas, simplesmente por possuírem um tom de pele diferente, é crescente, evidenciado cada vez mais que precisa ser resolvido.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação criar projetos, por meio de escolas, que incluam na grade escolar uma matéria voltada a educação racial desde o ensino infantil, para que desde cedo o indivíduo aprenda a respeitar outras raças. Também é de suma importância que o Ministério da Segurança crie leis que exijam o pagamento de multas e até mesmo prisão para aqueles que discriminarem pessoas pretas. Dessa forma, diferentemente da série “Todo mundo odeia o Cris”, não teremos casos racismo nem dentro, nem fora das escolas brasileiras.