A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 07/11/2021
Na segunda metade do século XIX, ocorreu no Brasil a promulgação da Lei Áurea, que propiciou o fim da escravidão e, consequentemente, declarou libertos todos os negros do território, acarretando uma melhoria de suas condições de vida. Nesse sentido, na atualidade é perceptível que a problemática do racismo ainda está muito concretizada na sociedade, visto que são sequelas dos fatos decorrentes no passado, ocasionando consequências para os indivíduos afetados, tornando este um assunto de suma importância, seja pelo bem-estar populacional , seja por uma sociedade mais igualitária.
Primeiramente, levando-se em consideração a ideia exposta por Naoto Khan, político japonês, em que para se resolver uma questão é necessário que se entenda sua essência, percebe-se que enquanto não houver a compreensão de que o racismo é um problema concretizado na comunidade, afetando o bem-estar social, este fenômeno se manterá. Nesse sentido, é evidente que se as pessoas não entenderem esse assunto como grave, haverá um aumento gradativo na discriminação no país, uma vez que há uma falsa ideia da superioridade do homem branco, o que causa uma quebra na qualidade de vida do grupo afetado. Logo, fica claro que este é um tema que requer maior atenção.
Ademais, colocando-se em pauta a teoria do Fato Social, proposta por Durkheim, em que determinadas ações tornam-se tão comuns à sociedade que solidifica a sua cultura, entende-se que a problemática do racismo, por ser uma herança da comunidade escravocrata, tornou-se algo fundamentalado na população. Isso ocorre porque, desde uma antiguidade, é perceptível há presença de uma segregação racial por parte de determinados grupos, uma vez que esses se consideram superiores aos demais, devido a características biológicas distintas, ocasionando um aumento da desigualdade presente no país. Por fim, é importante que o governo tome as devidas providências sobre esse assunto.
Portanto, tendo em vista a problemática do racismo no Brasil, é necessário que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, promova palestras educativas sobre este assunto, com a ajuda de profissionais que atuem diretamente neste setor, por meio da distribuição de panfletos, que tenham por intuito acabar com tal preconceito, de forma que uma maior parte da população possa reavaliar seus atos, para que esta questão não volte a ocorrer.