A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/02/2022

O Estatuto da Igualdade Racial assegura à população negra a efetivação da igualdade, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. No entanto, na prática, tal garantia é deturbada. De maneira análoga a isso, faz-se evidente a persistência do racismo na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A permanência da cultura racista dirigida pela origem escravista e os efeitos Inoficiosos do segregacionismo racial no Brasil.

Em primeira análise, evidencia-se ainda no século XXI a distinção e o preconceito racial com a cultura afro-brasileira, em consequência, a escravatura colonial executada no Brasil. Sob essa ótica, segundo o escritor Rousseau, “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. Dessa forma, torna-se eminente as circunstâncias dos indivíduos viverem sob o julgo social, tal que, a expressão pública dos estereótipos na atualidade apresentam contra as minorias étnicas: Discriminações, intolerância, manifestação de ódio, e ofensas contrariando-se a concepção da diversidade cultural brasileira.

Outrossim, é explícito os efeitos danosos diante a segregação racial cometida.

Desse modo, de acordo a filósofa Hannah Arendt, em “Banalidade do mal” argumenta que quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Consoante a isso, é visível as manifestações de condutas irracionais na modernidade, fomentando assim, os negros a submeter-se ao analfabetismo, desemprego, suicídio, fome e aos transtornos físicos, mentais e psicológicos.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham erradicar a persistência do racismo na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra a segregação racial, com objetivo de aplacar a prática do preconceito na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras salientando a educação anti-racista nas escolas, visando informar crianças e jovens sobre tais atos em espécie de crime. Somente assim, exterminar e resultar em realidade a efetivação dos direitos presente na legislação “Estatuto da Igualdade Racial”.