A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 15/03/2022
“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. O trecho da música “War”, de Bob Marley, retrata a realidade vivenciada por muitos brasileiros, em que são obrigados a enfrentar o racismo e a discriminação todos os dias em situações deploráveis. Isso nos traz uma perspectiva alarmante e lamentável, tragicamente ligada a fatos históricos e socioeconômicos.
Desde a colonização, o país sofre com o preconceito racial, uma vez que esse possui raízes na escravidão - período em que os escravos (pessoas de pele negra) eram tratados como seres inumanos devido a sua cor de pele e a sua função. Embora tais acontecimentos sejam considerados ultrapassados por muitos estudiosos, eles ainda fazem parte da nossa sociedade, visto que a implicância para com os negros ainda estão presentes na atualidade. Dessa forma, fica explícito o total descaso das autoridades para com o futuro da sua nação e de seus descendentes.
Outro ponto relevante nessa temática é a crescente desigualdade social, posto que é um dos principais fatores para a progressividade da discriminação no cenário contemporâneo. Além disso, o racismo estrutural segrega cada vez mais os negros no mercado de trabalho, uma vez que estes são colocados como incapazes de realizar as mesmas atividades e trabalhos que os outros cidadãos.
Por conseguinte, nota-se que essa temática tem, por consequência, problemas sociais e econômicos, já que o racismo estrutural e a desigualdade social estão amplamente conectados aos tipos de discriminação.
Portanto, é de extrema importância que o Banco Nacional e o Ministério Público - responsáveis pela regularidade dos direitos humanos e pelo controle de verbas - disponibilizem recursos financeiros para a realização de campanhas de conscientização, que gerem medidas para solucionar as adversidades relacionadas ao preconceito e à discriminação para com o próximo, e que implementem novas leis a fim de assegurar ainda mais o direito da população. Assim, a cor da pele não seria mais importante que o brilho dos olhos e não haveria guerra, como Bob Marley dizia.