A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 19/06/2022
O escritor e jornalista Gilberto Dimestein, na obra “O cidadão de Papel”, delata a ineficácia de instrumentos jurídicos, o que evidencia uma cidadania fictícia - metáfora usada pelo autor. Nesse contexto, pode-se associar tal alegação à realidade brasileira, hodiernamente, como a insistência do Racismo no Brasil. Mormente, isso é ocasionado pela indiferença estatal e pela ausência de empatia, feitos que eternizam essa problemática.
Em primeira análise, consoante ao declarado no trecho “ninguém respeita a Constituição”, na canção da banda Legião Urbana “Que País é esse”, a omissão do governo impossibilita a resolução eficaz da continuidade do racismo em território brasileiro. Essa conjuntura origina-se de tal modo que a falta de respeito às tradições africanas e a intolerância racial impõem um panorama cruel de discriminação. Portanto, indivíduos padecem com os preconceitos, como a destruição de terreiros de Umbanda ou piadas maldosas e têm as garantias previstas no ordenamento legal pátrio desprezadas, visto que não há respeito à Constituição Federal infelizmente.
Ademais, o egoísmo presente no corpo social pode ser comprovado como um entrave que prejudica a solução da permanência do racismo no Brasil. Nesse sentido, em sua tese “Modernidade Líquida”, o filósofo polonês Zygmunt Bauman afirma que a contemporaneidade é caracterizada pela instabilidade das relações sociais. À luz dessa perspectiva, frisa-se que a inércia coletiva expõe a verdade bauniana ante a falta representatividade racial, a exemplo da falta de membros negros no Supremo Tribunal Federal. Lamentavelmente, isso decorre devido às mentalidades antiquadas e ultrapassadas, assim, menospreza-se a comunidade. Logo, a insensatez cidadã afeta a exclusão social.
Destarte, a Secretaria Nacional de Política de Promoção da Igualdade Racial deve criar ações esclarecedoras em plataformas digitais, tais como Youtube e TikTok, mediante filmes recreativos sobre o combate à conservação do racismo brasileiro. Essa dinâmica tem o propósito de mitigar a negligência do Estado e o descaso da sociedade com a empatia, além de refutar as conclusões defendidas em “Modernidade Líquida”.