A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 06/08/2022
Recentemente, devido ao episódio de racismo ocorrido com a filha de Giovana Ewbank, esse assunto retomou à mídia. Apesar de apenas casos isolados como esse serem retratados na imprensa, eles acontecem diariamente com grande parcela da população. Assim, a persistência do racismo na sociedade brasileira é devido, principalmente, ao legado histórico e à representação midiática.
Primeiramente, a herança histórica é um principal influente na insistência do racismo no país. Segundo o filósofo Pierre Bordieu, os indivíduos tendem a incorporar práticas da sua época e a passarem para gerações futuras. Em 1530, por meio da escravidão, a sociedade brasileira já descriminava a população negra. Devido ao pensamento de superioridade e à intolerância, que foram passados secularmente, esse problema nunca desapareceu. Logo, como consequência da história do país, o racismo é visto como “normal”, o que contribui para sua permanência na sociedade.
Além disso, a representação pela imprensa da cultura negra também colabora para a insistência da descriminação. De acordo com o ativista Pontes, a mídia tende a reproduzir imagens ruins relacionadas aos costumes de afrodescendentes. Isso favorece a formação de um julgamento inverossímil da cultura negra, que tem que lidar com um estereótipo marcado de preconceitos. Assim, em resposta a um retrato infiel dessa etnia, a descriminalização dos negros continua.
Portanto, a persistência do racismo na sociedade brasileira é marcada pelo legado histórico e pela representação irreal da mídia. Então, cabe a ONGs estaduais a conscientização dos brasileiros sobre esse assunto, por meio de palestras que retratem a história dos negros do Brasil, como o que é promovido pela ONG Baobá, para que essa situação não perdure. Além disso, o retrato verossímil da cultura africana pela mídia também é essencial, a fim da diminuição da intolerância.