A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 08/08/2022
Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra permanece, na maioria das vezes, às margens dos espaços de prestígios. Ainda nos dias atuais a relação de exclusão com base na cor da pele está presente em ambientes de trabalho, universidades e até nos hábitos cotidianos, logo, compreender como o racismo opera no tecido social e como é possível superá-lo é, de certa forma, confrontar uma ferida que marca a história do país. Diante desse cenário, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para a problemática, dando destaque a negligência estatal.
Primeiramente, cabe destacar que a igualdade racial é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse viés, é pertinente trazer o discurso do escritor Gilberto Dimenstein, de seu livro “Cidadão de papel”, no qual ele conceituou os cidadãos de papel como indivíduos cujos direitos constitucionais não são garantidos na prática. Dessa forma, depreende-se que a desigualdade racial sofrida pelos negros fere os direitos dessa parcela da população , deixando-a na condição inaceitável descrita por Dimenstein.
Outrossim, é válido explicitar que desde o fim da escravidão no Brasil, em 1888, os ex-escravos foram marginalizados pela sociedade e tudo que se relacionava a eles foi menosprezado de modo que isso ainda resulta na sociedade atual. Um exemplo disso acontece na série “Todo mundo odeia o Chris”, em que o protagonista sofre agressões e ofensas por ser o único de cor de pele diferente em sua escola.
Portanto, medidas são necessárias para mudar a visão do negro na sociedade e dessa forma impedir a persistência do racismo no Brasil. Cabe a priori, ao Ministério da Educação, a mudança das apostilas e livros de ensino regular para que estas mostrem mais feitos da cultura afro-brasileira, tentando amenizar os problemas de visibilidade e do preconceito. Ademais, é de suma importância a ajuda de ONGs para promover mais oportunidades de educação e lazer para negros marginalizados, para que assim possa transformar a visão equivocada e diminuir a distância de oportunidades entre raças.