A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 10/08/2022

O racismo, por mais retrógrado que seja, ainda é presente na sociedade brasileira, uma vez que negros são perseguidos e mortos com maior frequência. Com isso, inúmeras vidas são perdidas, vagas de emprego recusadas, abordagens policiais se tornam agressivas, entre outros acontecimentos que pessoas pretas sentem na pele. Sendo assim, é possível citar que a persistência do racismo se deve pelo preconceito instaurado no país e pelo descaso por órgãos públicos para casos que merecem atenção.

Em primeiro plano, é inegável a existência de um enorme preconceito por parte da sociedade para com os negros. Tal fator pode ser comprovado por uma pesquisa do jornal Estadão, onde cerca de 58% dos entrevistados assumiram utilizar expressões racistas no cotidiano, essas que estereotipam e generalizam negros como criminosos e inferiores. Seguramente, o racismo se perdura na sociedade por atitudes como essas, tornando a mudança algo que deve partir de cada um.

Ademais, tornou-se evidente o descaso por parte de órgãos públicos e até mesmo pela sociedade sobre atos racistas. Apesar de estar em vigor há 20 anos, a lei que classifica o racismo como crime inafiançável, punível com prisão de até cinco anos e multa, é pouco aplicada, afirmam especialistas consultados pelo G1. Bem como o compositor negro Orochi citou em uma de suas poesias “Me diz, quanto vale um preto morto? Menos que um gol na copa”, o que evidencia a falta de atenção dada a esses casos.

Por fim, é imprescindível que o preconceito da sociedade e o descaso dado para casos de racismo sejam corrigidos. Logo, policiais, advogados e juízes, que possuem o poder de criminalizar tais atos, devem aplicar as devidas punições severas por meio da execução correta de leis vigentes. Assim, a sociedade começará a entender a gravidade do assunto e darão a atenção necessária para esses acontecimentos, fazendo com que o racismo deixe de persistir no Brasil.