A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 16/08/2022

Na obra ficcional “M8 - Quando a morte socorre a vida” retrata a história de um jovem preto que entra em uma faculdade de medicina, através de cotas, nesse ambiente ele tem que lidar diariamente com o racismo feito por outros estudantes. Fora da ficção a persistência do racismo na sociedade brasileira, ainda causa grandes impactos como a descriminação racial e a falta de negros no mercado de trabalho.

Primeiramente, é indubitável que a descriminação racial se intensificou em 1888, após a assinatura da Lei Áurea, a população negra foi jogada a margem da sociedade, tendo que lutar para conquistar seu espaço. Atualmente ainda enfrentam muitas dificuldades no acesso à saúde, educação e moradia, uma pesquisa realizada pelo Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em 2017, mostra que 60% da população carcerária brasileira é negra, mostrando assim, as dificuldades que essas pessoas enfrentam.

Outrossim, é notório a falta de negros no mercado de trabalho, ocorre por uma “herança da escravidão”. Desse modo, como mostra uma pesquisa nacional do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), o salário médio de trabalhadores negros é 45% menor do que a de brancos, segundo a ONU os negros são mais de 50% da população brasileira, mas apresentam somente 20% do PIB. Conquanto a população negra ainda convive o julgamento e descriminação, que reflete diretamente no mercado de trabalho.

Em vista dos fatos supracitados, faz se necessário a adoção de medidas que venham amenizar a persistência do racismo na sociedade brasileira. Por conseguinte cabe ao ministério da justiça e ao ministério da educação, punir de forma mais severas as pessoas que praticam atos racistas, e a conscientização da população em eventos e materiais didáticos, por meio de políticas mais precisas e ações sistemáticas, a fim de que minimize de forma mais efetiva o abismo racial que ainda assola o país.