A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 17/08/2022
Apesar de a Abolição da Escravatura ter sido legitimada em 1888 no Brasil, ainda há diversos casos de trabalho escravo na atualidade, sendo negras cerca de 80% das pessoas resgatadas este ano nessas condições, de acordo com o jornal “Brasil de Fato”. De maneira anóloga a isso, nota-se a persistência do racismo na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: educação e desigualdade social.
Em primeiro plano, um entrave é a desinformação populacional quanto ao racismo. Assim, com base no filósofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Contudo, devido à ausência de debates sobre a constância da desigualdade de raças, os cidadãos tornam-se ignorantes quanto a essa problemática e consequentemente, a cultura racista continua existindo.
Além disso, é notória a deigualdade social relacionada aos negros e pardos, mesmo estes representando 53,1% da população brasileira, com base no IBGE. Então, por conta do preconceito constante e histórico, a falta de oportunidades escolares e de trabalho para os negros é evidente. Isso acaba por marginalizar a afastar sua cultura e sua religião do povo, mesmo estes sendo elementos extermamanete importantes para a história e identidade brasileiras.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a persistência do racismo no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado fazer com que os colégios se mobilizem por meio de debates, palestras e aulas sobre o assunto, abrangendo em seus discursos o racismo, a escravidão e a cultura afrodescendente, a fim de minimizar o problema pela raíz, que é a educação. Somente assim, o futuro poderá alcançar a igualdade racial, acabando com o sofrimento causado pelos anos de escravidão, algo que deveria ter ocorrido em 1888.