A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 16/08/2022

Racismo é um mal que, infelizmente, ainda afeta as nossas relações sociais. Trata-se de um preconceito e discriminação direcionados a quem possui uma raça ou etnia diferente, geralmente se refere à segregação racial. Esse conceito está apoiado na ideia de superioridade racial, ou seja, de um indivíduo que se considera superior ao outro apenas por causa de sua raça e etnia.

A partir disso, é válido fazer um paralelo com o passado a fim de reconhecer as causas da insistência desse mal. Até a escravidão ser abolida no país, outras leis foram sancionadas objetivando protelar a liberdade do negro. As leis do Ventre Livre e do Sexagenários, são exemplos de medidas ineficazes, uma vez que não garantiram melhorias na vida da população escravizada. Séculos mais tarde, a mesma resistência se encontra na sociedade brasileira, porém disfarçada sob outra forma.

Nesse contexto, os números expressam as diversas maneiras como o racismo pode se manifestar no dia a dia. Pesquisa realizada pelo Dieese, revelou que mesmo em locais onde a desigualdade salarial entre brancos e negros é menor, o primeiro grupo chega a ganhar 20% a mais do que o segundo. Esse dado, em um país onde 53% da população se autodeclara negra, se torna um problema, pois constata-se que mais da metade das pessoas que vivem no Brasil estão sujeitas a má remuneração simplesmente pela cor da pele, afetando, especialmente, a juventude negra

Sendo assim, é fundamental opor-se a esse pensamento, trabalhando para a sua extinção na sociedade. Para isso, o Governo, através do Ministério do Desenvolvimento Social, deve promover mais políticas públicas de igualdade racial, criando cursos profissionalizantes nos bairros periféricos, para melhor qualificar a mão-de-obra negra, além de fiscalizar a existência de casos de discriminação racial no trabalho, visando diminuir a desigualdade entre brancos e negros.