A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 16/08/2022
O racismo como é conhecido nos dias atuais tem seus conceitos definidos somente na metade do século XX, quando a legislação brasileira vigente, fortemente marcada pelos horrores do pós-segunda guerra mundial, determinou que algumas atitudes intolerantes quanto à raça e cor eram crimes racistas e puníveis. Contudo, a discriminação racial como é conhecida culturalmente, persiste de uma herança colonial, que para a explorar e lucrar, utilizaram os africanos como mão de obra, e acabaram por enraizar na futura nação brasileira uma sociedade de castas velado. Portanto, como mitigar a persistência do racismo na sociedade brasileira?
De início, deve-se entender que, apesar dos horrores da Segunda Grande Guerra terem moldado a consciência de muitos povos pelo globo, aqui, no Brasil, mesmo com o reconhecimento do preconceito racial como crime, não significou o fim dele, ou sequer que a população não era racista, pelo contrário, a legislação brasileira reconhecia, naquele momento, a criminalidade da discriminação racial justamente por ocorrer em grande escala, como quando, de acordo com o Senado Brasileiro, em 1950, um hotel paulistano se recusou a hospedar a dançarina norte-americana, Katherine Dunham, por ser negra.
Somado a isso, na época, o país acreditava ser uma Democracia Racial, sendo ela, segundo a SciELO Brasil, um local no qual todas as etnias viviam em igualdade jurídica e social. Contudo, dados da época, e censos seguintes, apontaram que, na realidade, o que se existia era um abismo entre as etnias, e, de acordo com a socióloga Lelia Gonzales, isso se deve a um estado de subserviência enraizado culturalmente, no qual brancos são superiores aos pretos.
Em suma, o racismo é persistente porque é estrutural, a nação, desde sua fundação, tem como base uma casta velada no qual europeus são mais dignos que negros, pois servia de justificativa para abusos cometidos há séculos. Assim, para efeito de alívio imediato, é necessário tomar consciência, por meios midiáticos e educacionais, cabendo, assim, a ministérios, como o da Educação, promover reflexões e, pelo da Economia, reparações, para que mais igualdade de oportunidade existam no país, podendo, assim, iniciar uma recuperação cultural.