A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 17/08/2022

Discriminação Racial no Brasil.

De acordo com o artigo 3 da Constituição de 1998, um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é promover o bem estar de todos, sem preconceito de origem de raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto esse artigo não é posto em prática, uma vez que, na sociedade, existe aversão aqueles que possuem uma etnia ou cultura diferente por considerá-la inferior ou menos capaz. Nesse contexto, cabe analisar como a herança- cultural e o governo contribuírem para esse fato.

A gentaça histórico-cultural é a principal responsável pelo preconceito racial. Antes de tudo cabe ressaltar que esse preconceito e o racismo afetam nao só a etnia negra, como também, é sofrido por outras etnias. Isso ocorre porque a formação social das culturas brasileiras se baseia no etnocentrismo europeu encontrando, assim, raizes históricas. Prova disso foi a imposição cultural de beleza, estilos musicais, vocabulário ou hábitos aos nativos em detrimento de todos os outros que existem. Esse preconceito ao longo da história foi retratado de diversas formas em livros, revistas e principalmente na literatura de Aluizio de Azevedo na obra O Mulato, em qu retrata o preconceito vivido pelo personagem Raimundo, em que é negada a mão da amada simplesmente por ser descendente de escravos. Dessa forma, além de validar o preconceito enraizado mostra a necessidade de um ensinamento é um pensamento mais ético na população.

Atrelada a herança histórico-cultural, a negligência do poder público também causa esse preconceito. Isso ocorre porque as medidas de políticas públicas que visam combater a desigualdade sociais entre negros e leis que criminalizam a discriminação por raça ainda são pouco afetivas. Dessa maneira, o estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que analisando casos registrador 2005 e 2015 constrastou que 71% das vítimas de homicídios no Brasil são negros.

Sendo assim, de Ministérios da educação, em parceiros com as escolas, deve promover projetos pedagógicos, com debates e palestras, que promovam o respeito às diferenças e ajude a desconstruir o preconceito da sociedade.