A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/08/2022
A escravidão negra no Brasil deixou marcas profundas na sociedade que persistem até hoje, visto que perseguições contra negros nas redes sociais e nas ruas são comuns, outro retrato desse racismo persistente é a marginalização do negro no país. A desigualdade racial se configura como qualquer situação injustificada em que haja diferenciação de acesso e usufruto de oportunidades, por conta de cor, raça, etnia ou procedência nacional.
Mesmo com a abolição da escravatura em 1888, a população negra não recebeu incentivos para se integrar a sociedade livre, sendo então marginalizada e excluída. Em 2018, de acordo com o Atlas da Violência, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes foi de 37,8% de negros e 13,9% de não negros em todo território nacional. Esses dados demonstram que ainda existe um percurso árduo para a população negra ser realmente valorizada e respeitada.
Ademais, o racismo presente na sociedade brasileira corresponde às características atuais do país, como as barreiras de Ascenção social, que excluem a população negra no processo econômico, social e cultural. Mesmo após a assinatura da Lei Aurea, em 1888, o negro foi jogado de lado a margem da sociedade, e estão tendo que lutar muito para conquistar o seu espaço diante a tantos empecilhos e dificuldades que os mesmos enfrentam no acesso à educação, saúde e a moradia de qualidade.
Em suma, o Ministério da Cidadania deve instituir penas rigorosas, como que aqueles que forem flagrados profanando ofensas raciais, sejam sujeitas a prestar serviços comunitários em comunidades carentes, de maioria negra, para que estes percebam que não há diferença de cor, raça ou religião. Além disso, campanhas de conscientização devem ser feitas nas escolas infantis para educar crianças desde de pequenas contra o racismo, trabalhando a valorização da cultura afro-brasileira, além de promover debates em sala de aula sobre questões racial no pais, para que tenham pensamentos semelhantes ao de algumas pessoas fundamentais para o combate racial, assim como Nelson Mandela disse " Ninguém nasce odiando outra pessoa por sua cor ou pele, sua origem ou sua religião".