A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 01/09/2022
O filme “Quase Deuses” é baseado na história real de Vivien Thomas, à qual se passa na década de 30, onde sofria racismo e encarava o Apartheid. Já fora das telas, essa discriminação ainda é uma realidade no Brasil, podendo ser observada através do acesso desigual de oportunidades e de “piadas” sobre a aparência dos negros postadas na internet, deixando evidente que a persistência dessa prática precisa ser avaliada e finalizada.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Datafolha em 2020, 34% da população admitiram terem preconceitos contra os negros. Essa discriminação racial é um grave problema que gera consequências como a exclusão social, a dificuldade para conseguir empregos, linchamentos virtuais e transtornos mentais como a depressão, ansiedade e complexo de inferioridade.
Contudo, o Brasil ainda avança lentamente e com poucas ou ineficazes práticas para solucionar o problema. No ambiente escolar se vê poucos projetos anti-racismo ou rede de apoio para as vítimas. Apesar do racismo ser considerado crime, muitas pessoas decidem não denunciar, porque já passaram ou conhecem pessoas que passaram e que seus agressores saíram impunes.
É evidente, portanto, que mudanças precisam ser feitas na sociedade brasileira. O filósofo Immanuel Kant cita que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Em vista disso, o MEC deve instituir nas escolas campanhas e palestras que discutam o racismo e a importância da prática de igualdade, não só para os alunos como para suas famílias. Além disso, o Congresso deve aprovar leis mais rígidas e eficazes que garantam que os agressores sejam punidos de forma devida.