A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 12/09/2022
Desde o início da colonização portuguesa em território, hoje, brasileiro, foi inferido na sociedade o pensamento de que os povos brancos eram superiores e, por isso, os negros tinham que se subordinar a eles, trabalhando de forma insalubre. Hodiernamente, porém, sabe-se o quão equivocado é esse ideal, tendo em vista a existência de uma só raça: humana. Ainda assim, o padrão estético e o mercado de trabalho apresentam marcas do histórico racialmente desigual.
Primeiramente, na década de 50, o ideial de beleza era o corpo curvilíneo e voluptuoso, até que surge, na Inglaterra, Lesley Hornby. Com esta mulher, cujo título de primeira super modelo foi atribuído - conforme a revista Britannica - junto ao apelido de “gravetinho”, em inglês, iniciou-se o padrão hoje vigente. Associado a esse fato, houve uma mulher negra - Sarah Baartman - que teve seu corpo exposto em um circo para que suas curvas afrodescendentes gerassem espanto, segundo o G1. A partir disso, as mulheres brancas quiseram parecer em menor grau possível com aquela que era motivo de risadas e escárnio.
Outrossim, a música do Emicida traz explícito a luta das pessoas negras buscando por dignidade e sucesso no mercado de trabalho no trecho “Ismália, Ismália, quis tocar no céu, mas terminou no chão.” Também pode-se observar, no meio artístico, o árduo trajeto para espaços elitizados. De acordo com o G1, Hollywood tem apenas 12,2% de atores negros simultaneamente com 73,7% de atores brancos, mostrando então, um favoritismo na instituição. Tal fenômeno pode ser relacionado ao “whitewashing”, que representa uma limpeza étnica proposital.
Logo, é necessária a intensificação das políticas anti-racistas no país por parte do Ministério do Trabalho e do Ministério da Educação. Deve ser criado um Plano Nacional de Igualdade Racial a ser realizado através de palestras escolares e campanhas em redes sociais do MEC visando à conscientização da igualdade e mostrando os danos causados pelo racismo. Além disso, espera-se do Ministério do Trabalho a aprovação de uma lei que amplie as vagas obrigatórias destinadas às minorias. Desse modo, caminharia-se para uma sociedade mais igualitária e consciente de sua origem.