A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 03/10/2022
Em 1888, houve a abolição da escravatura, um marco para a população negra. Há quem diga que o Brasil é um país onde a “democracia racial” prevalece, mas será que é isso mesmo?
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social consiste no modo de agir e de pensar coletivamente. Entrando em consenso com esta linha de pensamento, podemos afirmar que o racismo também se encaixa nesta teoria, pois uma criança pode adquirir os comportamentos racistas de sua família. Por conseguinte, o pensamento racista será passado de geração para geração.
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza […]”, embora este trecho esteja escrito no Art. 5º da Constituição Federal de 1988, muitos cidadãos desonram a carta política, e cometem atos indignos. Podemos ter como exemplo o ocorrido no estado do Espírito Santo, onde algumas jovens negras solicitaram os serviços de uma casa noturna, para a realização de uma fetsa, porém foi negado a elas, enquanto para as suas amigas brancas, havia disponibilidade.
Pode-se perceber, portanto, que a “democracia racial” é fictícia, o Brasil está longe de alcançar este ponto, uma vez que, em pleno século XXI, casos absurdos de preconceito racial ainda persistam, os quais podem, ou não, ser oriundos da criação de cada indivíduo. Para que ocorra uma melhora na sociedade brasileira nessa questão, é imperioso que o Ministério da Eduacação aja para educar corretamente os cidadãos desde a infância, investindo em educação, a fim de que a população estenda toda a história desse povo, trazendo assim, mais respeito e compreensão dos direitos deles. Cabe também, ao Ministério dos Direitos Humanos, assegurar a proteção deste grupo de pessoas, o qual constantemente sofre de discriminação.