A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 11/04/2023

A colonização das terras brasileiras, em 1500, foi marcada por inúmeros gestos de preconceito, misoginia e de um povo querendo se sobrepor acerca do outro. Nessa perspectiva, o progresso do tráfico negreiro objetivou a busca pela mão de obra barata e eficaz para trabalhar nos engenhos de açúcar e no projeto minerador e cafeeiro, ocasionando, desse modo, a persistência do racismo na sociedade do país. Assim, não só a indolência estatal, mas também a banalização pública contribui para a naturalização desse óbice.

Posto isso, ressalta-se que o descaso do governo em promover medidas para sanar o imbróglio é um dos fatores que causam o mantimento dele. Sob esse viés, cabe lembrar da doutrina do destino manifesto, perpetuada pelos Estados Unidos, a qual salientava o panorama de que aquela nação e cor foi escolhida por Deus para purificar outros povos. Nessa análise, entende-se que a mesma questão é exposta mediante à propagação do racismo, visto que os indivíduos de pele clara se enxergam superiores físico e cognitivamente. Por conseguinte, tratando os demais cidadãos com xingamentos e violência, tal qual apresentado pela Uol, em que em 2022, o Brasil ficou como 4º país com atos mais racistas no globo.

Ademais, nota-se a banalização pública em conscientizar a população sobre a gravidade desses atos, gerando sua negligência e tenacidade. Nessa ótica, frisa-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), conjunto de leis criadas para proteger a dignidade física e moral dos seres. Assim, contrariando a notícia exposta pelo Fantástico, em 2021, a qual abordou que o carro de um homem negro e trabalhador foi atingido com 180 tiros por suspeita, sem provas, da polícia. Em suma, ratificando que o racismo está enraizado socialmente em todos os locais.

Portanto, é dever do Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, formular políticas públicas para solucionar tal problema. Para tanto, é necessária a disseminação do ideal fraterno e humanitário entre as pessoas, mostrando que a concepção de divergência por cor é algo retrógrado, por meio da liberação de verbas para produzir palestras, debates e filmes nas escolas e nas mídias, visando a queda das taxas de mortalidade e violência por esse fator. Logo, se almejará com que não se repitam casos de escravização e que se concretize os ideais da DUDH.