A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 22/06/2023

A obra cinematográfica “Histórias Cruzadas” retrata o racismo vivido por mulheres na década de 60, demonstrando então, a segregação racial e a ausência de respeito e dignidade com essas pessoas. Não tão distante da ficção, infelizmente, essa é uma realidade vivida por diversos indivíduos, tendo em vista a persisência do racismo na sociedade brasileira atual. Logo, é necessário analisar a negligência estatal e o pensamento retrógado da sociedade como fatores de agravo para a problemática em questão.

A princípio, é de suma importância atentar para a imperícia estatal como uma das origens do problema. De fato, historicamente, no período abolicionista foi possível observar o despreparo do governo em inserir a população negra na sociedade brasileira, apesar da Lei Áurea decretar a liberdade de todos os indivíduos que sofreram com a escravidão não houve a inserção íntegra dessa população e tampouco à garantia de direito básicos. Dessa forma, foi fortalecido um padrão de vunerabilidade social de negros e negras, seja no mercado de trabalho, no acesso à educação ou no acesso à moradia, essa população convive com o racismo velado e explicíto e ausência de oportunidades socioeconômicas.

Ademais, é nítído a dificuldade no rompimento do pensamento ultrapassado da sociedade brasileira. Sob essa ótica, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, pontua sobre a introdução do racismo ao longo da vida, defendendo a ideia de que nenhum ser humano nasce com preceitos racistas, ou seja, é ensinado e difundido no corpo social. Nesse sentido, com a disseminação de pensamentos, falas e atitudes racistas se torna mais difícil combater esse crime, proporcionando uma segragação racial e fortalecendo o discurso etnocentrico.

Urge, portando, medidas estratégicas para minimizar a situação em questão. Portando, A Secretaria de Políticas Públicas de promoção da Igualdade Racial - responsável pelo desenvolvimento de ações antirracistas - em parceria com o Poder Legislativo, deve desenvolver projetos que insiram a população negra nos diversos setores sociais por meio de uma lei que torne obrigatório a destinação de vagas nas escolas, no mercado de trabalho e no acesso à moradia, a fim de garantir direitos básicos e impedir a permanência do pensamento retrógado e racista.