A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/06/2023

O poema “Deus Negro” de Neimar de Barros,produzido na década de 70, traz uma mensagem de profunda reflexão sobre o imaginário racista que vigorava na sociedade da época, o qual, mesmo após cerca de 50 anos, mantem-se no Brasil. Nessa perspectiva, casos de racismo ainda são recorrentes no país, problemática essa que possui forte raiz histórica e espelha a falta de uma educação antiracista para o corpo social brasileiro.

Nesse sentido, o Brasil assenta-se em bases de preconceito racial, fator que fomenta a manifestação do racismo nas mais diversas facetas sociais.Assim,sabe-se que o país foi um dos últimos a estinguir o nefasto regime escravocrato,visto que a abolição da escravidão foi decratada apenas em 1888, fato que ilustra que no Brasil, há, historicamente, uma morosidade para que os cidadãos sejam tratados com igualdade. Dessa forma,a disparidade é um reflexo do imaginário preconceituoso,com origens escravocratas, que ainda impera no corpo social.

Ademais, em um país marcado pelo racismo estrutural sabe-se que a educação antiracista, que procure promover a igualdade e a equidade na sociedade brasileira é deficitária. Nesse viés, a filósofa Angela Davis afirmava que “Numa sociedade racista,não basta não ser racista.É preciso que sejamos antiracistas”. Desse modo, é necessário os cidadãos sejam educados,a fim de que entendam que a prática criminosa do racismo deve ser veementemente combatida, a fim de se eximir casos de racismo como o que ocorreu recentemente com o jogador brasileiro Vini Junior,por exemplo.

Portanto,urge uma mudança em tal cenário.Logo, o Ministério da Educação, órgão responsável por atuar na promoção de campanhas socioeducativas, deve trabalhar em um projeto que,por meio de campanhas midiáticas que exponham alertem a população quanto ao caráter criminal da injúria racial e do racismo, vise promover uma educação antiracista. Com isso, os episódios de racismo serão dirimidos e a conduta do corpo social brasileiro se distanciará do preconceito que imperava na década em que o poema “Deus Negro” foi escrito.