A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 08/07/2023
A filósofa contêmporânea Hannah Arendt rassaltou que: “O mal é banalizado, com isso, naturaliza-se os seus efeitos no corpo social. Paralelamente, na conjuntura brasileira, há a manutenção e a banalização de práticas racistas vindas de um processo socioestrutural de desigualdade e desvantagens para o grupo marginali- zado. Com efeito, é válido analisar a mazela e propor medidas capazes de atenuar, ao máximo, o racismo estrutural, bem como, o racismo recreativo.
É importante destacar, a princípio, o racismo estrutural como a raíz da persis-
tência do racismo, uma vez que, o Brasil e um país que tem sua história embasada em conceitos racistas. A cerca disso, pode-se mencionar, por exemplo, a inferioriza- ção sofrida pelas populações indígena e negra no período Brasil colônia que, infelizmente, gerou um afastamento desses grupos dos setores de poder e igualdade. Assim, urge a necessidade de políticas públicas que vissem quebrar certos preconceitos socioestruturais.
Ademais, a idéia de uma raça ser superior a outra, atualmente, também é sustentada pelo racismo recreativo que tem por função entreter ridicularizando e depreciando uma determinada etnia. A exemplo, um recente caso aconteceu com o humorista Léo Líns, o mesmo recebeu processos por fazer piadas pejorativas com a população negra, entretanto, nenhuma medida severa foi tomada. Com isso, observa-se a fragilidade das leis contra o racismo vigentes na nação verde e amarela.
Destarte, para fazer frente a esse empasse, cabe ao governo, na figura do Ministério da Educação e em parceria com as escolas, desenvolver um projeto de valorizaçao das culturas, nesse projeto os docentes, semanalmente, fariam saraus, nestes, seriam apresentadas palestras, peças e atrações que façam alusão às diversas culturas e raças, demostrando o processo de formação e a história de cada povo, com o fito de envolver e aproximar os diferente grupos, sendo assim, a empatia entre as diferentes etnias será construída desde a infância. Alem disso, cabe ao poder judiciário fazer valer a lei, punindo de forma mais severa àqueles que cometem atos racistas. Consequentemente, posta em prática tais medidas, os efeitos do racismo serão mitigados de médio a longo prazo.