A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 05/10/2023

Na série norte-americana “Todo mundo odeia o Chris”, retrata-se o cotidiano do protagonista Chris, um adolescente negro que vive no subúrbio dos Estados Unidos e enfrenta o preconceito racial no âmbito social e escolar. Assim como na ficção, é nítida a permanência do racismo na sociedade contemporânea brasileira, visto que é uma realidade a falta de conhecimento social do processo histórico brasileiro e a existência da discriminação no mercado de trabalho.

Diante desse cenário, é evidente a ausência do conhecimento da historiografia nacional pela sociedade brasileira, visto que é existente a normalização do racismo estrutural no cotidiano, dessa forma, banalizando e tornando “humorístico” o preconceito racial. Sob este viés, na obra “Casa-Grande e Senzala”, de Gilberto Freyre, o autor crítica os defensores na luta contra o racismo, alegando a existência do mito da democracia racial no período colonial, tendo em vista que a contínua persistência do racismo na atualidade brasileira é gerada pelo negacionismo social sobre a formação da estrutura histórica e cultural do Brasil.

Ademais, é válido ressaltar a presença da discriminação no trabalho, em que se faz presente no cenário social a desigualdade de oportunidades trabalhistas ocasionadas pelo racismo social. Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, art.5º, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, contudo, ainda na realidade brasileira não há a plena efetivação da medida legislativa, desse modo, evidenciando a permanência da herança racista.

Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que o racismo ainda é presente na sociedade brasileira. Urge que o Ministério da Igualdade Racial -órgão responsável pelo combate do racismo no Brasil- faça projetos gratuitos em museus sobre a historicidade negra no Brasil e a criação de instituições de fiscalização de injúrias e desigualdades raciais no âmbito trabalhista, por meio de mídias televisivas e meios tecnológicos de comunicação, para que a formação da estrutura histórico-cultural seja reconhecida por todos os cidadãos brasileiros, pois, somente assim, o racismo será erradicado da sociedade contemporânea brasileira.