A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 09/04/2024
No livro “Lendários”, escrito por Tracy Deonn, acompanhamos Bree em seu primeiro ano em uma importante universidade americana. Sendo uma das únicas estudantes negras, a protagonista passa por uma difícil convivência com o preconceito racial, vindo tanto de outros alunos, quanto de professores que questionam o seu mérito. Situações como essa não acontecem somente na ficção, é notável que o racismo persiste na sociedade brasileira, enrraízado no sistema e na mentalidade das pessoas. Isso ocorre por conta dos séculos passados de opressão e da atual exclusão de pessoas negras de muitos espaços e consequentemente de oportunidades.
Historicamente a colonização europeia submeteu a população africana ao trabalho escravo, mas mesmo com a abolição dessa prática o racismo perdurou na tentativa de branquear a população e apagar a diversidade racial da sociedade. Apesar de muitas mudanças terem acontecido com o passar do tempo, ainda podemos observar que há o predomínio da branquitude em cargos de poder e a exclusão de pessoas negras desses espaços.
O racismo vai muito além de manifestações de ódio explícitas, ele se reflete no mercado educacional e de emprego. Por conta dos fatores citados acima, a população afro-descendente tende a ocupar classes sociais mais baixas e consequêntemente não têm acesso a muitas oportunidades, gerando assim um ciclo muito difícil de ser quebrado e um estereótipo alvo de intolerância.
Um importante meio para quebrar esse ciclo é o sistema de cotas, que já existe no Brasil, mas pode ser aprimorado pelo governo, conferindo mais chances acadêmicas para pessoas negras de baixa classe social.
É notável que o racismo é um fenômeno complexo, que vem persistindo há séculos, mas não podemos deixar que siga a diante, por isso devemos lutar por um Brasil melhor através da inclusão.